segredodeamor


domingo, dezembro 31, 2006

E foste. E eu teu. E serás. E eu.

Em Coimbra Serei Tua


Três luzes acesas
Serão o meu sinal
Quando me cantares
A serenata dos teus desejos
Guitarras tremendo baixinho
À noite naquele choupal
Em Coimbra serei tua
Em Coimbra serei tua
Num barco sózinho
Desceremos o Mondego
Quando me cantares
A serenata dos teus desejos
Guitarras tremendo baixinho
À noite naquele choupal
Em Coimbra serei tua
Em Coimbra serei tua

Né Ladeiras



Segredos de amor.


Memórias só nossas.


(Sharon, Caroline, Andrea e Jim)

Música para hoje, meu amor. Estes quatro irmãos fizeram-me companhia toda a tarde, enquanto continuei a pensar em ti e na nossa fusão. Mais conhecidos pelos The Corrs.


(Noite com Lua)

Chamar a Música


Esta noite vou ficar assim
prisioneira desse olhar
de mel pousado em mim
vou chamar a música
pôr à prova a minha voz
numa trova só p'ra nós


Esta noite vou beber licor
como um filtro redentor
de amor, amor, amor
vou chamar a música
vou pegar na tua mão
vou compor uma canção


Chamar a música
a música
tê-la aqui tão perto
como o vento no deserto
acordado em mim
chamar a música
a música
musa dos meus temas
nesta noite de açucenas
abraçar-te apenas
é chamar a música


Esta noite não quero a têvê
nem a folha do jornal
banal que ninguém lê
vou chamar a música
murmurar um madrigal


Inventar um ritual
Esta noite vou fazer um chá
Feito de ervas de jasmim
E aromas que não há
Vou chamar a música
Encontrar à flor de mim
Um poema de cetim


Chamar a música
A música
Tê-la aqui tão perto
como o vento no deserto
acordado em mim
chamar a música
a música
musa dos meus temas
nesta noite de açucenas
abraçar-te apenas
é chamar a música

Sara Tavares

Outra dimensão de tempo e lugar. Tu e eu.

sábado, dezembro 30, 2006

Aqui estou, finalmente, a beber as tuas palavras. Sonho com elas de noite, espero por elas durante o dia. As palavras escritas, aqui afixadas como prova do nosso amor. As palavras escritas, enviadas, numa tentaiva de vencer a saudade.
O que eu desejo, o que tu desejas é que elas sejam ditas, faladas, em horas intimas, só nossas, quando o mundo lá fora deixa de existir. E mesmo quando, inevitalvelmente, ele continua a existir, que bom é abraçar-te, (quase sem receio que os fantasmas me surpreendam) que bom é beijar-te no meio da multidão anónima. Seres meu, ser tua, pertencermos ao mundo, sem segredo.
Na minha lista de inimigos estão apenas os dias em que não posso estar contigo. O que provoca essa impossibilidade torna-se irrelevante face à contrariedade de não poder falar contigo olhos nos olhos, mão na mão, corpo no corpo.
Amo-te! Desejo-te! Quero-te!
Espero que mais uma vez possamos dizê-lo um junto ao outro.
Aguardo, pacientemente, que as contrariedades hoje me deixem de folga.

Bom dia, meu amor.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Eu tenho que desabafar. Custam-me os dias que passo sem ti. Custa-me transferir para uma máquina o que quero dizer-te olhos nos olhos. Custa-me só imaginar o que faria contigo. Estou sempre à tua espera. E de um sinal, como tu esperavas ontem.


Ao Passar Um Navio


Todas as vozes
de todos os mundos
devem cantar
para sempre assim

e cedo passa a hora
e o sonho que tarda
e essa voz que chora
é só porque sabe...

que ao passar um navio
fica o mar sempre igual
ao passar uma vida
fica o sonho sempre igual

todas as vezes
em todos os mundos
devia amar-te
para sempre assim

e longe vai a hora
e o sonho que tarda
e essa voz que chora
é só porque sabe...

que ao passar um navio
fica o mar sempre igual
ao passar uma vida
fica o sonho sempre igual

vou passar um navio
ver o mar sempre igual
vou gastando uma vida
que o meu sonho
é sempre igual


Delfins

Não sei se sabes mas as Avenidas Novas são o melhor lugar de Lisboa para se viver. É assim como estar na aldeia no meio de uma cidade. Calcorreei agora várias. À procura não sei de quê, que o que quero encontrar e sei o que é, sei que não encontraria por ali. Mas andei por passeios forrados de folhas caídas sob o poder do Inverno. Senti o cinzento do céu descer sobre os prédios antigos e fazê-los paisagem bucólica. Exagerando, fazendo deles uma mini-Sintra um bocadinho menos verde. Até havia um suave cheiro de humidade, que fazia lembrar as postas de musgo que se escondem nos recônditos das serras. A minha paisagem interior passeou incólume pela paisagem exterior. E aqui estou de novo. No meu canto-casa. Cheio de simbolismos. Onde já nos entregámos incondicionalmente como só os verdadeiros amantes são capazes. Sem pensar nos riscos, como no inesquecível dia 29 de Agosto. Sem ligar às vicissitudes da natureza feminina, como no inesquecível dia 1 de Dezembro. Como faremos amanhã ou depois de amanhã. Ou depois.

Meu Amor
Ontem, sim, já foi ontem, passei um mau bocado. A ansiedade pela felicidade que sinto quando estou contigo provoca-me verdadeiros distúrbios emocionais quando esses momentos não se concretizam. Desculpa a minha reacção, porventura exagerada. É o amor. O amor. Amor. Só amor.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Lista de inimigos


Os fantasmas.
Os outros.
Ele.
O carro.
As férias de Natal.
O casino.
A política.
As aparências.

Passei a organizar a minha vida em função dos nossos momentos. Abusivamente. Nada me autorizava ou sequer aconselhava a fazer. Mas nós não mandamos na emoção. Quando os nossos momentos se esfumam, é como se de repente estivesse perdido.
Aí, ocorre-me trabalhar para esquecer. Há quem beba para esquecer. Trabalhar sempre é mais saudável. Ou então ver telenovelas na televisão. Aí, as emoções não têm um custo. Vivemos as dos outros. Preciso a todo o custo de enganar esta desilusão.

Um suave som de embate na porta.
Um suster imperceptível de respiração.
Abri.
Eras tu.
Linda.
Entregue.
Sabia o que querias.
Sabias o que eu queria.
Esperáramos muitas horas por esse momento.
Tudo à volta por magia se evaporou.
Tu.
Eu.
Amámos finalmente de carne e osso.
Isto já foi assim vezes que nem me quero lembrar mais.
Só quero voltar a viver horas assim.
Amo-te.

Delicio-me com a nossa próxima intimidade. Essa liberdade única de nos entregarmos sem condições. Sentir a tua pele colada à minha. Os teus olhos, ah os teus olhos pregados nos meus.

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Custa mais ter-te perto inacessível do que ter-te longe inacessível. Bom dia, meu amor.

terça-feira, dezembro 26, 2006

Pequenas Compensações
Todas as tuas palavras me são poucas. Acendo o cigarro com o teu isqueiro. Acorda-me o tempo pelo teu relógio. Aquecem-me a pele as tuas palavras que de rasto aqui semeaste. Faz-me falta falar muito contigo.

Respirações
Passam os segundos, os minutos e as horas. Agora, nos teus silêncios nasce-me a ansiedade de te saber. Quero abraçar-te, beijar-te, ter-te nos meus braços e sentir-te desfalecer em sucessivos gemidos de prazer.
Nos meus passos, revela-se já um pequeno roteiro do nosso amor. Do histórico mas providencial quarto fantasma, onde pela primeira vez e inesperadamente dormimos, passando pela já tua rua de Lisboa, até ao local íntimo onde num inesquecível dia 1 de Dezembro te possuí com cheiro a rosas e ao som de muitas músicas adolescentemente envolventes dos nossos passados.
Vá para onde eu fôr estás no meu caminho. Já te disse e repito. Tanto quanto alcança a minha memória, nunca amei assim. Nunca tive um desejo contínuo. Nunca quis tanto saber de ninguém. Nunca ansiei a voz, o olhar, o gesto, os sons. Nunca, sobretudo, senti tudo isto ao mesmo tempo.

segunda-feira, dezembro 25, 2006


Feliz Natal meu amor.

domingo, dezembro 24, 2006

Ainda havemos de ler os dois ao mesmo tempo. Livros iguais, livros diferentes. Nos intervalos de fazermos amor. A nossa entrega é uma sensação única que gostava de provar noutros domínios. Penso muitas vezes, para além da atracção física que sinto por ti, na forma como a consumamos. Na intimidade com que olhamos nos olhos um do outro a ler o que vamos fazer a seguir. Na intimidade com que pomos os nossos corpos ao serviço do outro. Intimidade, intimidade, intimidade. E o que significa isto? À vontade? Conhecimento? Prazer total? Eis no que penso pouco nataliciamente na noite de Natal. Só mesmo a ti o confessaria sem medo nem vergonha. Se calhar intimidade, afinal, é isto.

O que te escrevi no postal que te ofereci é verdade. Natal é nascimento. Nós nascemos este ano e este Natal é muito especial para mim. Até agora a cada Natal sentia menos. Em perda. Neste, senti mais, em ascensão. Eu já descria do amor. Tu provaste-me que fiz mal.

Olho as estrelas do céu da janela do meu quarto. As ruas estão desertas. Está um frio de rachar que só me acentua a tua falta. Mas penso assim: a estrela que eu estou a ver é a mesma que ilumina as estradas por onde andas. Na aldeia o Natal é mais forte. As luzes da cidade encerram muita escuridão. E, todavia, eu vejo luz.

Meu Amor,
Decidi vir passar um bocadinho da noite de Natal aqui, contigo. Estou recolhido em casa, a ler, livros e jornais e a pensar em ti. Sinto à distância que estás a passar um momento difícil. Lembro-me do que me custou a mim no ano passado. E o que me custou ainda este ano. Ir à casa, ao ambiente outrora familiar, tentando aparentar a normalidade possível. Ao mesmo tempo, sentir a crueza da distância a que estamos desse mundo que simultaneamente provoca uma espécie de vazio e ao mesmo tempo está já preenchido. Difícil descrever. Eu sei.
E tu não me sais da cabeça. Penso no que já fomos, no que me apetece sermos. Refreio o impulso de te enviar uma mensagem. Temos vivido quase dentro de uma caixa de mensagens. Penso em ti, na tua pele, nas tuas mãos, no teu olhar entregue quando fazemos amor. No teu sorriso único de doçura e de alegria. Até na forma como tentas vencer aquilo a que chamas fantasmas.
E depois penso na próxima vez. Na próxima vez em que vamos amarmo-nos ao vivo sem intermediários tecnológicos. Voar novamente para aquele mundo que ainda na sexta-feira visitámos. És-me essencial. Tudo me conduz a ti.
Amo-te.

O teu amor por mim nasceu antes do meu amor por ti, mas o nosso amor nasceu este ano. O que significa que este é o Natal do nosso amor. Feliz Natal!

sábado, dezembro 23, 2006


Prendas que só nós dois percebemos


Last Christmas,
I gave you my heart
But the very next day,
You gave it away
This year, to save me from tears
I'll give it to someone special
Last Christmas, I gave you my heart
But the very next day,
You gave it away
This year, to save me from tears
I'll give it to someone special
Once bitten and twice shy
I keep my distance but you still catch my eye
Tell me baby do you recognise me?
Well it's been a year, it doesn't surprise me (Happy Christmas!)
I wrapped it up and sent it
With a note saying "I Love You" I meant it
Now I know what a fool I've been
But if you kissed me now
I know you'd fool me again


Chorus (Oooh. Oooh Baby)
A crowded room, friends with tired eyes
I'm hiding from you and your soul of ice
My God
I thought you were someone to rely on Me?
I guess I was a shoulder to cry on
A face on a lover with a fire in his heart
A man undercover but you tore me apart
Oooh Oooh
Now I've found a real love you'll never fool me again


Chorus
A face on a lover with a fire in his heart (Gave you my heart)
A man undercover but you tore me apart
Next year I'll give it to someone,
I'll give it to someone special special someone someone
I'll give it to someone,
I'll give it to someone special who'll give me something in return
I'll give it to someone hold my heart and watch it burn
I'll give it to someone,
I'll give it to someone special
I've got you here to stay
I can love you for a day
I thought you were someone special gave you my heart
I'll give it to someone,
I'll give it to someone last christmas
I gave you my heart you gave it away
I'll give it to someone,
I'll give it to someone


Wham

Há muitos anos que não namorava nem tinha namorada. É muito bom e foste tu que me resgataste para este lado dourado da vida.

sexta-feira, dezembro 22, 2006


Uma luz radiosa entrava pela janela. Nem parecia por momentos o Sol frio de Inverno que brilhava lá fora. E saímos do tempo. Daqui. Não sei por onde andámos. Apenas me ocorre uma palavra: Paraíso.

Mas também acho que se não pudesses vir já terias dito alguma coisa.

Vem. Preciso de ti. Estou à tua espera. Amo-te.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Um dia cheio, repleto de movimento, de concentração. E tu, sempre no meio dele. Regressa a angústia da dúvida sobre se um imprevisto travará o nosso amor, o nosso desejo, a nossa volúpia.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Bom dia, meu amor. E o sinal chegou. Eu sabia.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Aguardo um sinal teu. Preciso muito. Espero que chegue antes de adormecer.



(Âncoras)

Entrelaçadas. Somos nós. Para além do amor, para além da atracção, somos âncoras um do outro. Eu preciso tanto ou mais de ti do que tu de mim. Subitamente um manto escuro tolda-me o imaginário e a minha memória vai direitinha ter contigo. Seja onde fôr que estejas.


Ver-te, olhar-te e não poder exprimir através de gestos e palavras o que me vai na alma é difícil. Tento transpor a intimidade que alcançámos para a amizade que nos une. Manter um segredo é isso mesmo, é o fechar uma cortina e abrir outra.
Mas,... que vontade de gritar para o mundo que és meu e que eu sou tua! Não que o mundo deixe de girar por isso, ou que dê um salto na sua órbita, mas porque o amor é vaidoso, é conquista e gosta de se mostrar.
Estou apaixonada por ti!

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Por entre um frio penetrante, circulei na noite templária, pensando no nosso segredo. Aqueci-me com o pensamento que és minha.

Bom dia, meu amor. Boa viagem.

domingo, dezembro 17, 2006

Estava Sol. Claro, límpido, mas quebradiço. As ruas ainda vazias à espera dos consumidores preguiçosos. Era de manhã cedo. O frio da noite ainda não tinha abandonado os passeios. Que bom ter-te de mão dada.

Pouco blogue muito amor.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

A liberdade tem mais encanto na hora da chegada.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Calendário


Os homens inventaram maneiras de dividir o tempo. Dá jeito à vida. Muitas vezes segundo critérios naturais, de acordo com características do planeta, das estações do ano, do Sol. Eu organizo o meu calendário consoante estou ou não estou contigo. Os dias, as horas, os minutos, escoam-se-me ao ritmo do nossso amor e do nosso desejo. Amo-te. O que as emoções fazem ao tempo. Esse grande escultor....

Vontades Loucas


De te ouvir, de falar contigo, de fazer amor contigo, de te olhar.


Fonte.

Às vezes na ausência do dia
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado
Juntando o antes, o agora e o depois


Eu

Às vezes no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado
Juntando o antes, o agora e o depois


In Sozinho (Caetano Veloso)

Sim, dói muito o tempo de vésperas. A angústia que tentamos disfarçar se será ou não verdade o que planeámos. Se vens, se não vens, se os deuses estão connosco ou se nos viraram as costas e se uniram para nos tramar.

Quando não estou contigo e o que nos espera ainda está longe, o tempo faz-me lembrar o quanto custa a passar. Quando estou contigo não me dou conta de que ele existe.
Pequenas ilusões do amor.

AMO-TE!


Fonte dos Amores.

quarta-feira, dezembro 13, 2006


Os dias, as noites passam levemente, agora. Como uma neblina que se desvaneceu, com o sopro de um vento quente vindo do sul. Estão mais brilhantes, mais alegres, desde que me encontrei e que nesse encontro te encontrei a ti, também.
Fazes parte de mim, disso já não podes fugir. Mesmo que um dia, longínquo, assim o espero, as palavras desvanecerem e os actos se acabarem, ficarás sempre aqui guardado, cravado no meu peito.
Os dias, as noites, o tempo é agora nosso cúmplice absoluto e as liberdades têm-se vindo a conquistar uma a uma, dia a dia.
Uma noite inteira, no quente do teu corpo, com o teu cheiro a inebriar-me…….
E tudo o que ainda nos espera…….
AMO-TE!

Os versos que te fiz

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros

Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!


Florbela Espanca

terça-feira, dezembro 12, 2006

De Inverno a serra não se vê a não ser quando há luar e se percebem os contornos dos montes recortando os céus estrelados. Mas, em Dezembro, quando a nossa alma desce aos fundos do recato emocional, duas igrejinhas iluminadas, ao longe no meio da escuridão são a companhia inesperada da solidão ou da saudade. Já foram de muita solidão. Agora são de muita saudade. De te ver, de te beijar, de te tocar. De sentir o teu cheiro novo que é agora o meu cheiro.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Uma tarde absolutamente calma, cheia de natureza verde, fria, aparentemente nuda. Uma paz especial, única, sem relógio a não ser o da nossa conversa proibida. Uma liberdade sitiada. Um impulso reprimido. Uns olhos ansiosos, desejosos, solícitos. Um Sol fraquinho, vergado pela hora de Inverno, teimava em não partir. É como se não quisesse deixar de nos ver.

Bom dia, meu amor!

domingo, dezembro 10, 2006

O frio tinha descido sobre as ruas. O cheiro a terra molhada ainda vinha dos canteiros, enquanto as luzes mortiças tentavam iluminar recantos, janelas, interiores de casas onde certamente a vida flui longe do que podemos alcançar. Uma vontade de te ter nos meus braços tomou conta de mim sem fim.

A nossa colecção de datas voltou a aumentar. A nossa primeira noite foi inesquecível. Dificilmente encontro palavras para descrever o que senti naquela noite. Talvez apenas estas: que esses momentos, sem tempo, sem normas, sem fronteira, sem limites, sem condições, sem luz, sem ar condicionado, mas com caracóis fresquinhos, se repitam.

Pairo. Há pouco, ao ver o Sol quebradiço de Inverno a pôr-se no horizonte, pensei como seria um momento inesquecível vê-lo contigo. Entretanto, telefonaste.

sábado, dezembro 09, 2006

Em plenitude. Em paz. Amo-te.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Tortura-me esperar-te sem ter a certeza que vens. Só quando te vejo fico com a certeza que vieste.

Fatal Como O Destino


Sempre que vens, assalta-me a angústia das vésperas. Por minutos penso sempre se um imprevisto, um azar, uma contingência, e como elas abundam nas nossas vidas, meu amor!, não nos estragará o momento de exaltação e simultaneamente de paz, que somos juntos e em liberdade.

Quer chova, quer não, hoje o Sol brilhará.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Como explicar a sensação indescritível de te ter nos meus braços, entregue, activa, encantadora, meiga?

Uma esperança. Quando li o teu não, não é impossível, foi como se se me tivesse aberto um horizonte largo, que me deu forças para enfrentar o resto do dia.

A tua voz à noite é ainda mais sensual. E que bem que me faz ouvi-la.

quarta-feira, dezembro 06, 2006


Amor.

Celebração
Corria um frio suave. As montras de Natal, as iluminações, projectavam luzes, mas também sombras. Ruas estreitas perdiam miraculosamente os seus apertados limites, porque eu pensava em ti e nos passos que deras nos mesmos passeios, nessas precisas ruas. Então, um entusiasmo juvenil apossava-se de mim. Era a tua voz.

terça-feira, dezembro 05, 2006


Apenas uma palavra: felicidade.

Por seres minha,
pela liberdade que conquistámos,
pelas palavras que aqui deixaste.

Amo-te.



Uma liberdade quase alcançada
Parece que já não me lembro daquela época em que fugidiamente te ligava, sempre com medos, com receios, com ansiedade, em segredo.
Hoje as coisas estão mais simples, mais soltas, porém em segredo.
Ligar-te à hora que me apetece, de dia, de noite, de manhã ou à tarde, são pequenas conquistas que agora, devagarinho, me começo a aperceber que foram conquistadas com esforço, a pulso, mas sempre em segredo.
Amar-te em segredo. Pensar-te em segredo. Desejar-te em segredo. Sonhar-te em segredo. Encontrar-te em segredo.
Secretamente temos conquistado a nossa liberdade e secretamente a continuaremos a conquistar, até o dia, o esplendoroso dia, em que achemos que o segredo já não faz sentido numa relação sentida, assumida e maravilhosa que é a nossa.
Por ter sido sempre tão sofrida, esta conquista pela liberdade, vamos gozá-la como nunca alguém a gozou, vamos partilhá-la um com o outro, degustá-la segundo a segundo, minuto a minuto, hora a hora, dia a dia.
Saborear cada momento único que já passámos e cada momento inesquecível que iremos passar.
Amo-te!

segunda-feira, dezembro 04, 2006


Rosa vermelha.

domingo, dezembro 03, 2006

Coisas novas: a tua voz à noite. Ainda me lembro da primeira vez, aliás, lembro-me de todas as nossas primeiras vezes.

A mulher que eu amo é a mulher que me ama. Um sortilégio donde só pode sair um best-seller. Na verdade não há como o amor para nos criar a ilusão do génio.

Entraste no meu mundo. Por isso, tens de saber que hoje estive no meu canto rodeado de chuva insensível, a deixar brilhar o Sol que tenho cá dentro, com a música que ouvia quando sonhava com paixões impossíveis, a tal ponto que me considero hoje verdadeiramente com sorte por ter uma paixão real. Aguenta-te, que às vezes este carro também anda aos solavancos.

Estar apaixonado, já não me lembrava muito bem como seria.

Quando se ama, o tempo é diferente. Parece que estamos à margem. Noutra dimensão. Às vezes passa mais depressa, outras vezes mais devagar. As noites e os dias não têm sentido. As estações do ano baralham-se. O clima muda. O frio e o calor passam a conceitos emocionais não necessariamente coincidentes com a temperatura exterior. É assim o amor.

sábado, dezembro 02, 2006

Desejo possuir-te como se nunca o tivesse feito.











Coisas simples


Fazer amor contigo cheio de música à volta.
Enlaçar-te na rua.
Beijar-te os cabelos soltos no frio.
Dar-te a mão para sentir o teu coração.
Beijar-te o dedo, o dedo especial que tem uma marca.
Olhar-te nos olhos.

O teu à vontade no meu corpo.
A tua liberdade na minha pele.
Ser apenas teu.

Ouvir o que te sai de dentro
quando te possuo.

Palavras marcadas.
Letras soltas
que me invadem
e se tornam eu.

Estou aqui, onde ontem desvairámos da vida. E como já te sinto parte daqui ...

Boa tarde, meu amor! Ou bom dia, ou boa noite, conforme a hora a que me estiveres a ler.

Ontem, nem a ampulheta resistiu. Depois dela ter chegado ao fim, virámo-la outra vez!


Vôo de pássaro.

Ontem levantei-me cedo. Queria dar tempo para acordar por dentro. O céu estava azul, ligeiramente alcatifado de uma nublagem suave. A incerteza sobre se os teus planos tinham conseguido concretizar-se, inquietava-me. Na verdade, nós só somos uma certeza quando chegamos ao pé um do outro e não quando planeamos ir. Uma campainhada precoce sobressaltou-me. Achava que me telefonarias pelo caminho e ainda não o tinhas feito. Mas admitia uma entrada de rompante. Nem cheguei a perceber quem era.
Só quando telefonaste acalmei. Aí, tive a certeza que queria. Fiz então os últimos preparativos para te receber como projectara. Escolhi a música. Ultimei os presentes que metodicamente tinha coleccionado para o primeiro momento possível. Ia, finalmente, ser hoje. Todas as ansiedades por que passei nas últimas semanas iam ser recompensadas. Cheguei a pensar que nem me importaria de uma abstinência sexual conjuntural, só para ter um momento de liberdade contigo. Mesmo sabendo que nós não conseguimos alcançar essa abstinência senão nos intervalos dos nossos cansaços.
Chegaste. Entraste. E foi inevitável. A química sobrepôs-se às condições, como quase sempre sucedeu antes. Ela invade-nos sem autorização e toma conta dos nossos corpos. E aí, toda a tua pele é para mim uma erogenia irresistível. Erram todos os que dizem que quando o tempo passa depressa é sinal de que se está bem. Bem mesmo, está-se quando não se dá por o tempo passar. Quando nem sequer sabemos se ele está a passar depresssa ou devagar. Foi o que nos aconteceu, com um delicioso recheio de vento na cara e liberdade a céu aberto.
Hoje voámos outra vez. E reincidimos. E, depois, regressou a chuva. Os elementos detestam que nos separemos.
Amo-te.

sexta-feira, dezembro 01, 2006



A nossa vida tem sido como o pó da ampulheta. Contado. Daqui a umas horas, breves instantes, intensas emoções, a ampulheta será virada e o pó voltará a descer inexoravelmente. A noite será mais curta. O sono será melhor. Ainda não sabes, mas levarás muito que ler. Que reler. É uma surpresa que tenho para ti.

Mas há uma diferença. desta vez somos nós que vamos virar a ampulheta. E revirá-la.

Ampulheta.